Jornal da Tarde

28 agosto 2006

 Bispo, o Rei do Gancho

Edson Bispo dos Santos, campeão mundial de basquete em 1959, ele lamenta a situação atual do esporte no País e trabalha em uma associação de veteranos

Erica AKIE

Edson Bispo dos Santos foi um dos heróis da Seleção Brasileira de Basquete que conquistou o título do Campeonato Mundial do Chile em 1959. Agora, aos 71 anos, vive em São Paulo e não perdeu a ligação com o esporte que lhe deu fama. “Sou aposentado pela prefeitura, mas sou diretor de uma associação de basquete para veteranos e também trabalho com a Federação Paulista”, conta.

Como jogador, as maiores conquistas de Edson Bispo foram o Campeonato Mundial do Chile, em 1959, e as duas medalhas olímpicas de bronze em Roma/60 e Tóquio/64, além do bronze nos Jogos Pan-Americanos de Chicago/59 e prata em São Paulo/63). Como técnico da Seleção Brasileira, ele conquistou o ouro nos Jogos Pan-americano em Cali/71, bronze nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México/75 e campeão sul-americano na Colômbia, em 1973.

Edson foi um dos primeiros jogadores a se utilizarem do “gancho”, atuou pela Seleção Brasileira por 12 anos. Começou a jogar vôlei no Vasco da Gama, passou pelo Corinthians e encerrou a carreira após jogar no Palmeiras por 10 anos. “Fui fazer um teste futebol no Vasco, mas eu era muito grande e o técnico me indicou para o basquete. Hoje não consigo viver mais longe dele”, ressalta.

Segundo o ex-técnico, é importante que o Brasil conquiste a vaga olímpica para Pequim/2008. Principalmente após o fiasco do time de Lula Ferreira no Mundial do Japão: “Torço muito para essa geração. O Brasil já não disputou as últimas duas Olimpíadas. Se não jogar a próxima, o basquete corre um sério risco de ir para o fundo do poço”, lamenta.

Edson critica Gerasime Bozikis, o presidente da Confederação Brasileira de Basquete : “Tenho pouco contato com ele e não sei como ele é como pessoa. Mas como dirigente...desde que ele assumiu a presidência as coisas sempre estiveram meio nubladas.”

O ex-pivô não lamenta o fim da carreira no esporte de alto nível. “Tenho saudade dos amigos e das viagens. Do resto não sinto falta porque esta é a vida.”

 

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